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segunda-feira, 4 de julho de 2011

A histórica entrevista de Jon Bon Jovi a Larry King


Em 16 de Agosto de 2006, o vocalista do Bon Jovi, Jon Bon Jovi, concedeu uma entrevista exclusiva ao programa de entrevistas de maior repercussão da história dos EUA, o LARRY KING LIVE, apresentado por Larry King, que se aposentou no ano passado.


A entrevista, detalhada e muito pessoal, aborda pontos da carreira e da vida pessoal do músico que raramente são aproximados. Segue abaixo trecho de uma transcrição fiel do áudio do programa.


LARRY KING, Host da CNN: Hoje à noite, JON BON JOVI, ídolo do rock por duas décadas e ainda emplacando sucessos que fazem história na música e mais pessoas vão a seus shows do que os de quase todo mundo por aí. Como ele consegue isso? O que ele tem a dizer sobre todas essas manchetes de tablóides fofocando sobre seu colega de banda Richie Sambora, Heather Locklear e Denise Richards?


Jon Bon Jovi está no próximo bloco de LARRY KING LIVE.


KING: Uma grande noite pela frente com uma de minhas pessoas favoritas, Jon Bon Jovi, seu disco mais recente, ‘Have a Nice Day’, e aqui vocês podem ver a capa, subiu feito um foguete mais uma vez pro topo das paradas e é todo baseado em música country. O poder de permanência dele é incrível. O grupo já vendeu mais de 100 milhões de discos e permanece entre os 10 maiores shows.


Por que country?


JON BON JOVI: O grande presente que você tem nessa situação é que nós simplesmente escrevemos uma boa canção que transcendia qualquer formato para as rádios. Era um hit pop também. Muitas de minhas canções foram coverizadas por outros artistas do country.


Com essa, quando Richie e eu a escrevemos, achávamos que seria uma grande idéia se pudéssemos entrar nas rádios country, mas sabíamos que o formato estava fechado para uma banda de rock então procuramos a ajuda de um artista country.
E nossa gravadora sugeriu um artista totalmente novo e eu disse que eu gostaria que ela nos garantisse três exigências. Eu tenho que gostar da voz dela. Eu tenho que gostar das músicas que estão no disco dela a ser lançado. E daí eu tenho que acreditar que ela desempenha bem a nossa letra.


KING: Ela canta com vocês então?
BON JOVI: Jennifer Nettles de uma banda nova chamada Sugarland, não deixou pedra sobre pedra.


KING: Você está surpreso com o sucesso da música?


BON JOVI: Não muito, pra ser honesto com você, porque eu realmente acredito que muitos dos jovens artistas country dessa geração provavelmente cresceram mais próximos de minha música do que cresceram com a de Patsy Cline e Woody Guthrie, e você sabe, os criadores do que era o country.


KING: Você curte o gênero?
BON JOVI: Muito.


KING: Você vai gravar mais nesse estilo.
BON JOVI: Sim. Eu acho, de coração, que meu próximo disco será muito influenciado pela cena de Nashville.


KING: Então, agora você vai ser do sertão?
BON JOVI: Não.


KING: Você vai se dar bem em Nashville e em Green Point, na Carolina do Norte.
BON JOVI: Bem, nós geralmente tocamos nesses lugares mesmo...


KING: Você se sente renascido de algum modo?
BON JOVI: Sim.


KING: Como se o Bon Jovi estivesse na moda de novo?
BON JOVI: Sim.


KING: Mas na verdade vocês nunca deixaram de estar.


BON JOVI: Bem, não há modismos e tendências para nenhuma carreira de verdade. Não estamos falando de carreiras de um, dois, cinco ou dez anos. Depois que você passar 20 anos, daí você pode começar a conversar comigo sobre ter uma carreira. E eu já subi esse morro e agora estou no vigésimo - quarto ano de minha carreira fonográfica. Sim, tivemos altos e baixos, mas esse é um dos altos e é muito bom.


KING: Você está sempre ciente de quando os baixos estão acontecendo?

BON JOVI: Qualquer carreira tem isso e eu acho que enquanto você está nela – você saberá quando está por baixo. Eu não sei se você vai aceitar isso.


KING: Vamos assistir a um clipe de uma apresentação sua. Você gosta – muitos artistas
não gostam de assistirem a si próprios. Você gosta de assistir a si mesmo?

BON JOVI: Não me importo. Fico muito à vontade quando me apresento em estádios de futebol lotados de gente. Eu já encontrei muitos artistas que me surpreenderam, que não gostam de se apresentar e à medida que eu...

KING: Muitos astros não querem se ver na tela.
BON JOVI: É como eu ganho a vida. Eu fico muito à vontade assim. Sem problema.


KING: Você está tocando em grandes estádios agora, estádios de beisebol, estádios de futebol?
BON JOVI: Estádios de beisebol e futebol, sim.


KING: É mais difícil?
BON JOVI: De modo algum. Se eu toco como vou tocar hoje pra cinco pessoas aqui, quero soar tão bom quanto queria ontem à noite em Miami, Flórida e amanhã à noite em Montreal, absolutamente.


KING: Isso é verdade. É a mesma coisa.
BON JOVI: Sim.

KING: Você quer dar o melhor de si a todo custo.
BON JOVI: Com certeza.

KING: Mas não dá pra rolar algo intimista no Giants Stadium.

BON JOVI: Eu sinto que como performer eu posso deixar íntimo, sabe? Eu vou te dar um grande exemplo. Ontem à noite estávamos tocando e alguém levantou uma faixa e estava a umas 30 fileiras de distância do palco. Ela dizia, “Nosso primeiro encontro, Bon Jovi, 1985, Meadowlands, Nova Jérsei.” Chamou minha atenção e eu disse algo a eles.


Meia hora depois eu vejo um cara e uma mina pulando pra cima e pra baixo feito loucos, é óbvio que ele tinha acabado de pedir ela em casamento durante uma de nossas canções. Eu parei de cantar e a banda continuou a tocar e eu deixei eles solarem até cansarem e disse, “Você acabou de pedir ela em casamento?” “Sim.” Eu virei um holofote pra eles, sim, a banda continuava a tocar. Eu nunca perdi o ritmo, e quando você faz isso num estádio cheio de pessoas, elas sabem que você está prestando atenção nelas e você pode tornar um estádio de futebol algo íntimo.


KING: Você tem o quê, uns 44 anos?
BON JOVI: Sim.


Essa entrevista pode ser lida na íntegra no site do LoKaos Rock Show:

http://lokaos.net/jon-bon-jovi-a-historica-entrevista-com-larry-king-parte-i/


Versão completa desta matéria: Site do LoKaos Rock Show

Fonte : Whiplash.net

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Bon Jovi One Night Only - entrevista (Novembro de 2010)



Fonte: Bon Jovi Now And 4Ever

domingo, 21 de março de 2010

Richie Sambora: "Para nós o rock é um esporte de contato"

A matéria abaixo foi publicada originalmente no Freep

Poucas bandas conseguiram permanecer na ativa como BON JOVI.

Quase três décadas depois de iniciar nos bares de New Jersey e dominar o fim dos anos 80, o grupo continua como uma das atrações mais procuradas.

Depois de um deslize no início dos anos 90 - temporariamente deslocados devido ao surgimento do grunge e rock alternativo - o grupo voltou ao status de Superstar com uma série de álbuns recordes de vendas e shows lotados. Seu último álbum é "The Circle", que apresenta um novo palco.

O guitarrista da banda, Richie Sambora, teve uma conversa bem descontraída com Free Press na semana passada, durante uma pausa nos shows da nova turnê.

Confira abaixo a entrevista com Richie Sambora,que falou sobre composição de músicas, seus status como guitarrista e a longevidade da banda:

A banda acabou de terminar de fazer a passagem de som e o show começará em 2 horas. Depois de todos esses anos, você ainda fica nervoso na preparação para subir ao palco?

Richie: "É empolgação na verdade e não nervosismo. Nesta turnê em específico a gente quer se certificar de fazer tudo completo. Nós temos 15 discos com tantas músicas boas a serem escolhidas. Antes da turnê, Jon (Bon Jovi) enviou uma lista para todo mundo, com 70 músicas nela... Você tem que manter as coisas revigorada, e nós tentamos colocar novas músicas no repertório toda noite, aceitando pedidos pelo nosso site. Temos um repertório diferente toda noite".

O novo álbum permitiu que seu trabalho com a guitarra voltasse a ter um papel mais proeminente. Como você acha que seu jeito de tocar mudou com os anos?

Richie: "Honestamente, há muitos bons guitarristas por aí, mas não são todos que compõem. Eles são caras mais técnicos. Como eu sou compositor, eu escolho como será a música. Com 'The Circle', é um disco muito orientado por guitarra. Eu tive que forçar um pouco, ser um pouco mais técnico. Você cresce com a música que escreve".

O processo de composição com Jon é diferente atualmente?

Richie: "Para nós é muito simples - duas guitarras, um piano e vocais, e nós dois em um quarto se concentrando... Não poderíamos ter composto este álbum em outro momento da nossa carreira. É sobre como as pessoas reagem às mudanças. Não é um disco político, mas com o presidente Obama sendo eleito, fomos capazes de compor 'Work for the Working Man', 'When We Were Beautiful', 'We Weren't Born to Follow'... Nós nos mantemos conforme o que está acontecendo no mundo. 'Living on a Prayer' - tem um aspecto social que tem mais importância lírica agora do que naquela época. Então nós temos músicas que transcederam épocas e gerações de fãs, de verdade".

Quando vocês acabaram de compor "Living on a Prayer" vocês tinham noção de que seria uma música que ainda seria relevante um quarto de século depois?

Richie: "A gente nem pensou nisso. Quando fizemos 'Slippery When Wet', a gente sabia que havia feito as melhores músicas da nossa carreria. Nós pensamos, 'OK, legal, a gente vai poder fazer muito show, talvez vender uns dois milhões de álbuns'. ... Mas veja só, 17 milhões de discos depois, 'Slippery' foi um fenômeno. Fizemos turnê de 16 meses e se tornou o nome da casa. Em uma coisa a gente acertou, a gente continuou verdadeiro. Você não pode mudar conforme as tendências. A gente segue nosso próprio caminho de evolução, como uma banda".

Falando em perseverância, como você se prepara para uma turnê dessas? Até mesmo fisicamente, é um grande investimento.

Richie: "Estamos em forma. A gente malha; temos o quiroprático de Oscar De La Hoya (pugilista) conosco. Estamos olhando para basicamente 18 meses na estrada. Quem pode fazer isso agora, quem pode sair em turnê por tanto tempo e ainda vender todos os ingressos? Nossa última turnê foi a mais lucrativa do mundo".

Você se preocupa em não se deixar cair na rotina? Afinal de contas, estamos falando de rock.

Richie: "Para nós o rock é um esporte de contato. É sobre o contanto do artista com o público. Este tipo de comunicação e empolgação ainda existe. E para caras como nós, está no nosso sangue... A gente é... muito abençoado por ainda estarmos fazendo música relevante. O fato de Jon e eu ainda escrevermos músicas que ainda tocam as pessoas, com discos ainda estreando em No. 1 - é muito empolgante. Estamos alcançando muita coisa boa, e isso nos encoraja a se empolgar".


Fonte: http://whiplash.net/materias/entrevistas/104777-bonjovi.html

segunda-feira, 15 de março de 2010

Luciano Huck entrevista Jon Bon Jovi - raridade

Gente, eu sei que esse vídeo não é recente, mas pra quem não viu, veja, e quem já viu veja de novo! HAHAHA entrevistas do Brasil com o Jon são raras... Aproveitem :D


 
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